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O líder e a ausência de certezas: como lidar?

Num passado não tão distante, o líder era alguém revestido de autoridade. Uma pessoa da qual poucos ousavam discordar. Uma figura sábia e distante. Ainda encontramos exemplares de liderança assim em alguns lugares. Mas não há mais espaço para líderes que pensam e agem como senhores da verdade.

As mudanças geracionais ocorrem em um ritmo cada vez mais acelerado, impondo um novo olhar sobre o conceito de liderança. São novos tempos, exigindo novos saberes. Estamos testemunhando a geração que chamo de Geração 3000. São crianças, adolescentes e jovens com cérebros modificados e com uma capacidade que ainda intriga os estudiosos. São mais sensíveis, mais perspicazes e mais sagazes na compreensão do futuro. Características que ficaram mais evidentes nos nascidos a partir dos anos 2000.

O salto evolutivo que a raça humana está experimentando a partir da Geração 3000 não pode ser ignorado. É preciso mudar padrões e conviver melhor com as diferenças. Temos que buscar os pontos de conexão entre as gerações para que o todo funcione de forma mais harmônica. Muitos jovens da Geração 3000 já estão no mercado de trabalho, têm voz ativa na sociedade e nas famílias. Não devemos perder tempo dando ênfase aos conflitos.

Como liderar a Geração 3000? Primeiro, mudando rapidamente os padrões porque daqui a pouco esses jovens também estarão em postos de comando. Não há tempo para se perder em conflitos geracionais que não promovem qualquer tipo de evolução. Ao novo líder, não cabe mais a simples imposição de autoridade.

O líder deste século precisa ter mobilidade de ideias, com firmeza de propósito. O conceito é de co + mandar, ou seja, mandar junto, articular saberes. O mundo se transforma em uma velocidade alucinante, tudo é muito mais volátil do que no passado, não existem certezas. Caminhar junto é sabedoria. A liderança não pode ser mais aquela pessoa que sabe todas as respostas. Ao contrário, é essencial ao novo líder saber ouvir e encontrar as respostas certas junto. Abrir-se ao novo é o caminho para o aprendizado contínuo.

Sim, sabemos que há não muito tempo ter dúvidas era sinônimo de incapacidade, de insegurança. Mas isso são tempos passados. Ter dúvida é um convite para olhar o mundo a procura de novas formas de compreensão. A dúvida nos tira da zona de conforto, nos obriga a rever posições arraigadas e desconstruir crenças. A jornada vai ser muito mais feliz e produtiva com as mãos entrelaçadas.

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