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Quem são as crianças e os jovens da geração 3000?

Já faz algum tempo que estudiosos do mundo inteiro investigam o comportamento humano a partir das gerações. As teorias geracionais apontam características físicas, psíquicas, emocionais e comportamentais de pessoas que nasceram em um mesmo período. Uma evolução que começou a ser observada mais de perto a partir da década de 1960.

Você já deve ter ouvido falar da geração X, aquela das pessoas que nasceram entre 1965 e 1980, né? Jovens até hoje lembrados por lutarem por seus ideais e contra preconceitos, enfrentando regimes autoritários em defesa de suas crenças. A geração Y veio em seguida, marcada pelos nascidos entre 1981 e 1996. Geração que representa o início de uma grande mudança da humanidade – a tecnologia. A geração Z, que engloba quem nasceu entre 1997 e 2010, é extremamente conectada à tecnologia. Uma característica ainda mais marcante na geração Alpha, dos nascidos a partir de 2010, em que se percebe até uma certa afetividade com as máquinas.

Percebe-se que as teorias geracionais foram apontando marcos de evolução em períodos cada vez mais curtos. Antes, as gerações eram englobadas por décadas, agora em poucos anos surgem gerações novas, com outras características. As mudanças se aceleraram nas últimas décadas.

A que chamo de Geração 3000 tem características das últimas duas gerações, a Z e a Alpha, com semelhanças identificadas de forma mais marcante em crianças e jovens que nasceram a partir dos anos 2000.

Fisicamente, eles costumam ter os cinco sentidos hiperdesenvolvidos. Um fenômeno conhecido como hipestesia. Alguns pediatras relatam que os bebês dessa geração, não raro, nascem com os olhos arregalados, como se não quisessem perder nenhum detalhe do mundo onde acabaram de chegar. Normalmente, apresentam padrões de sono diferentes, muitos dormem poucas horas. As necessidades alimentares também são incomuns se comparadas às outras gerações. Muitos, não comem carne. São crianças e jovens emocionalmente mais sensíveis.

Mas as capacidades diferenciadas dessa nova geração podem ser mal interpretadas. São crianças e jovens classificados, muitas vezes, como hiperativos, inquietos, mal-educados, agitados demais… Porém, olhares mais cuidadosos e sensíveis, percebem que eles são, na verdade, observadores, ágeis, colaborativos, otimistas e altruístas.

Estamos testemunhando uma grande mudança geracional e estar diante de seres humanos altamente evoluídos, com cérebros modificados e mais capazes, é um privilégio. Nossa responsabilidade é entender essa nova geração e aprender o que ela tem a nos ensinar.

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